Iniciativa do Mudi envolveu estudantes e monitores em ações de sustentabilidade
Entre os dias 26 e 29 de agosto, o projeto de Logística Reversa do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), promoveu uma maratona de educação ambiental em diferentes pontos da cidade.
Na terça-feira, 26, o dia começou com a visita do Mudi Itinerante à Escola Estadual Elvira Balani dos Santos, onde alunos do 6º ao 9º ano conheceram de perto o trabalho do museu e aprenderam sobre a importância de dar o destino correto aos resíduos por meio da logística reversa.

Ainda na terça, o Colégio Criarte recebeu a analista ambiental, Soraya Bischoff, do Instituto Brasileiro de Logística Reversa (ILOG), parceiro do projeto “Logística reversa e coleta seletiva: aprendendo com o Juca, mascote do Mudi, sobre sustentabilidade” do Mudi. Em palestras para estudantes do ensino fundamental I e II, Soraya explicou conceitos como coleta seletiva, atuação das cooperativas de catadores e os cuidados necessários para não misturar recicláveis com resíduos orgânicos. “A palestra é importante porque discutimos o que é a coleta seletiva, o que é uma cooperativa de catadores, como eles trabalham e o cuidado que devemos ter ao não misturar orgânicos com recicláveis. Além disso, abordamos a logística reversa, mostrando em que alguns materiais podem se transformar depois da reciclagem”, ressaltou.

O encontro também marcou o início da campanha de arrecadação de tampinhas de garrafas PET e embalagens de pasta de dente, que farão parte das olimpíadas escolares do colégio. Todo o material coletado será destinado ao Mudi para encaminhamento correto.

Na quarta-feira, 27, foi a vez dos monitores do Mudi receberem capacitação com Bischoff, que também representa o Sindicato de Papel e Celulose do Paraná (Sinpacel). Eles foram preparados para orientar os visitantes do Museu sobre logística reversa de maneira clara e eficaz.

Durante a formação, Bischoff apresentou desde conceitos básicos, como a diferença entre resíduos recicláveis, orgânicos e rejeitos, até práticas de separação correta do lixo e o funcionamento da logística reversa. Também mostrou exemplos de como materiais reciclados podem ser transformados em novos produtos, como vidro, metal, papel e plástico, destacando seus diferentes tempos de decomposição.Para marcar o encerramento da capacitação dos monitores do Mudi, o grupo fez, na sexta-feira, 29, uma visita à cooperativa de reciclagem Coopercanção. Durante a atividade, os monitores acompanharam de perto o funcionamento da cooperativa e entenderam como funciona o processo desde a chegada do material até as etapas de separação e prensagem dos recicláveis.

A presidente da Coopercanção, Adélia Costa, destacou a importância das ações de conscientização ambiental como as desenvolvidas pelo Mudi, que já refletem em mudanças positivas no cotidiano da cooperativa: “os cooperados notaram uma grande melhoria no cuidado da população com o descarte dos resíduos. Muitas embalagens chegam mais limpas do que antes e a quantidade de rejeitos diminuiu.”
Em seguida, o grupo foi à indústria recicladora de plásticos Cimflex, onde os monitores do Museu, acompanhados pela coordenadora do projeto de Logística Reversa, entregaram os materiais recolhidos na sede do Mudi para o devido encaminhamento. A visita também permitiu compreender de que forma resíduos, como o plástico, podem ser reciclados e reaproveitados.

Texto redigido comunicóloga Luiza da Costa

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