Objetivo também é estimular profissionais da Saúde a prescrever fitoterápicos em atendimentos no SUS
Agentes de Saúde e comunidade externa participaram, de 25 a 28 de agosto, de um curso de capacitação para o ‘Uso Popular de Plantas Medicinais e Fitoterápicos’.
Organizado e realizado no Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), na Universidade Estadual de Maringá (UEM), a capacitação é uma parceria da Sustentec, resultado da demanda de uma empresa que apresentou o projeto para a Itaipu Binacional e foi aprovado.
Para o coordenador do Mudi, professor Celso Ivam Conegero, a parceria com a Sustentec e Itaipu é fundamental para a popularização dos fitoterápicos. “Nosso museu universitário é um grande parceiro na capacitação para colaborar com esse processo de divulgação de fitoterápicos na nossa região e este é mais um dos tantos projetos que consolidaram essa parceria”, justificou.

Durante quatro dias, os participantes aprenderam a teoria e prática sobre o uso de chás, xaropes, temperos e pomadas medicinais, inclusive puderam provar uma pipoca com sal aromatizado com dez ervas que pode ser usado no dia a dia.
Todo o processo de aromatização do sal foi conduzido por Solange Strenske, também da Sustentec e coordenadora deste módulo, que utilizou o laboratório de Química do MUDI para o preparo.

Em 2009, o Sistema Único de Saúde (SUS) começou a ofertar medicamentos fitoterápicos que constam no Anexo I da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), mas o processo ainda encontra resistência entre alguns profissionais da Saúde.
“O objetivo final do curso é incluir os fitoterápicos no atendimento para que as pessoas possam retirar os medicamentos de forma gratuita no SUS”, explicou Heluiza Scarabelotto, parceira da Sustentec.

“Estamos aqui nesse módulo de uso popular com o objetivo de conscientizar a população de forma consciente ao utilizar os chás, as ervas aromáticas e as ervas medicinais de forma segura, para que as pessoas não se intoxiquem, mas principalmente que todos consigam extrair toda a propriedade medicinal da planta para o benefício terapêutico”, completou Heluiza.
Texto redigido pela jornalista Silvia Calciolari com produção de Gustav Bartmann

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