Ação fez parte de um desafio proposto pela escola aos estudantes, que arrecadaram, juntos, 200 quilos de tampinhas
Na última quarta-feira, 8 de outubro, o Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) recebeu a visita de alunos do Colégio Criarte para a entrega de 200 quilos de tampinhas de garrafas, a maior doação já registrada desde que a campanha foi iniciada. A ação fez parte de uma atividade da olimpíada interna que o colégio realizou com os alunos, que mobilizou dezenas de pessoas para o desafio de recolher o material.
Em agosto, a professora da UEM Ana Paula Vidotti, coordenadora do projeto Muditinerante, e a Analista Ambiental Soraya Bischoff, do Instituto Brasileiro de Logística Reversa (ILOG), visitaram o colégio como parte da maratona de educação ambiental em diferentes pontos da cidade. Promovida pelo Mudi, a ação faz parte do projeto “Logística reversa e coleta seletiva: aprendendo com o Juca, mascote do Mudi, sobre sustentabilidade”.

Em sua exposição, Soraya apresentou aos alunos, de forma didática, os conceitos de coleta seletiva, a atuação das cooperativas de catadores, a importância de separar corretamente os resíduos e, também, sobre evitar misturar materiais recicláveis e orgânicos. Ela explicou ainda em detalhes o funcionamento da logística reversa e sobre o processo de reciclagem e novos usos que os materiais podem ganhar.
Inspirando jovens
O tema norteador das ações pedagógicas do colégio para 2025 é “Preservar para bem viver”, frase estampada na camiseta da gincana e que guia as atividades e projetos desenvolvidos para os alunos. O desafio nas Olimpíadas Criarte consistiu em arrecadar tampinhas por 30 dias. O resultado foi a coleta de foi levada ao Mudi pelos estudantes, que estavam acompanhados dos coordenadores Andreia Valotta e Giovani Giroto, a ser destinado corretamente para reciclagem. Essa ação é resultado do despertar das pessoas no interesse pela sustentabilidade.
O coordenador do Mudi, Celso Conegero, recebeu os alunos e professores, junto das monitoras Valentina Merli e Fabiana Galvão. “Ficamos felizes com esse engajamento, que é o retorno de todo um trabalho do projeto de Logística Reversa. A professora aceitou de maneira muito espontânea dois novos desafios: arrecadar garrafas PET para transformar em vasos para o futuro lavandário do Mudi e realizar um concurso de frases sobre tabagismo e o cigarro eletrônico e os riscos à saude”, destacou Conegero.
A quantidade arrecadada será encaminhada para uma das cooperativas de reciclagem de Maringá, como forma também de fortalecer a transformação de resíduos em renda e em um positivo impacto ambiental. O Mudi segue firme no compromisso de promover o descarte consciente e reaproveitamento desses materiais.
Logística Reversa e Coleta Seletiva
Criado em 2018 no Mudi/UEM, o projeto de extensão Logística Reversa e Coleta Seletiva nasceu em colaboração com o ILOG. Com foco no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 12 – Consumo e Produção Responsáveis, integra um dos 17 objetivos propostos pela ONU em 2015 para promover um desenvolvimento global mais equilibrado e sustentável.
Em 2026, a ideia é apresentar aos visitantes do museu um espaço sobre logística reversa e coleta seletiva, visando a conscientização da população para a forma como produzimos, consumimos e descartamos os resíduos.
“A logística reversa é uma ferramenta importantíssima para a economia circular, porque a gente permite que esse produto, como embalagens e resíduos que estavam com o consumidor, volte para o setor empresarial e seja reciclado ou descartado de forma adequada”, explica Ana Paula Vidotti. Além das tampinhas, o Mudi também recebe garrafas PET, caixas de leite, cápsulas de café e blisters de remédio.
Texto redigido pelo bolsista do NAPI Paraná Faz Ciência Guilherme Nascimento dos Santos, sob a supervisão da jornalista Silvia Calciolari




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