Exposição ‘As conchas’ atraiu a atenção para a importância da preservação da biodiversidade marinha
O Projeto Muditinerante do Museu Dinâmico Interdisciplinar, da Universidade Estadual de Maringá (Mudi/UEM), participou da FIciências 2025, realizada durante o Festival Iguassu Inova, no espaço reservado às universidades estaduais.
Pertencente à Rede de Museus de Ciências do Paraná Faz Ciência, o Mudi levou parte da “Coleção de Conchas”, que remete ao tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) deste ano ao celebrar o “Planeta Água: cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território”.
Os participantes do festival e visitantes puderam conhecer e manusear espécies marinhas e entender como a cultura oceânica se conecta ciência e com o nosso dia a dia.
Para a coordenadora do Muditinerante, a professora da UEM, Ana Paula Vidotti, “o evento como a FIciências é a oportunidade para as pessoas que não têm um museu de ciências próximo conhecerem mais do mundo da Ciência. Nosso objetivo é despertar o interesse, divulgar e popularizar a ciência”.
Festival Iguassu Inova
Todos os anos, jovens pesquisadores brasileiros e de países que integram a tríplice fronteira vivenciam um espaço de imersão em tecnologia, inovação e troca de ideias e conhecimento. Com a realização do Itaipu Parquetec, Itaipu Binacional e Governo Federal, o festival reúne os mundos da FIciências, Latinoware, Itaipu Parquetec, Sapiens e Summit Tour.

“Ao invés de pulverizar recursos pelo país em eventos isolados, agora estamos unificando esforços e recursos para produzir o maior festival de inovação e empreendedorismo da América Latina, promovendo a integração entre universidades públicas e privadas, pesquisadores e empresas”, afirmou o diretor superintendente de Itaipu Parquetec, professor Irineu Colombo, durante a abertura do evento.
O diretor de Coordenação Geral de Itaipu Binacional, Carlos Carboni, representando o diretor-geral da hidrelétrica, Ênio Verri, também participou da solenidade e enfatizou a importância do Programa de Expansão Universitária Sustentável. “Acreditar no Itaipu Parquetec, especialmente num momento de negacionismo em que muitas pessoas não acreditam na ciência, é garantir a soberania do nosso país com pesquisa e inovação”, frisou.

A cada ano a FIciências se fortalece ainda mais por contar, desde o seu início, com o envolvimento ativo de universidades que validam os critérios científicos da feira e fomentam a participação de projetos de diferentes regiões. Essa parceria é fundamental para garantir a credibilidade, a qualidade acadêmica e o incentivo à pesquisa entre estudantes da educação básica. E o Mudi tem sido parceiro neste objetivo, levando partes do seu acervo a locais onde não há museus de ciências ou centros de pesquisa abertos à visitação.

Atualmente, o Comitê Gestor da feira é composto pelas seguintes instituições: UEM, Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Universidade da Integração Latino-Americana (UNILA), Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS).
Premiação
Com mais de mil projetos inscritos de 11 estados brasileiros e do Paraguai, dos quais 388 foram selecionados, a XVI Feira de Inovação das Ciências e Engenharias, a FIciências, consolida-se como um importante espaço para os estudantes apresentarem ideias criativas e inovadoras, e contribuir com o conhecimento e a evolução no mundo das Ciências.
Foi neste contexto que aproximadamente 20 clubes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência tiveram seus trabalhos selecionados e alguns foram premiados por seus projetos desenvolvidos de acordo com a metodologia científica de pesquisa, criatividade e inovação.
O Clube Jovens Cientistas Kennedy, de Maringá, Danilo Vinicius Telles da Silva
Cassiano Ferreira Panini conquistou o 1º lugar na categoria Ciências Exatas e da Terra com projeto ‘Robô semeador na horta escolar’, sob a orientação do professor Ivanildo Fabricio de Oliveira.
O Clube Conexão Ciência, do Colégio Estadual João Paulo, de Bom Sucesso, recebeu a medalha de 3º lugar na categoria Ciências Humanas com o projeto ‘Horta Escolar como cenário de aprendizagem para o desenvolvimento de Soft Skills e a formação socioemocional na Educação 5.0’. O grupo também participa da rede e é coordenado pela professora Eliane C. Soares.
Já o Clube Cientistas do Jardim, do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, de Toledo, conquistou duas premiações na feira! Lucas Sperotto — 2º lugar na categoria Saúde (FIciências Jovem) com o projeto “Bio-Daid: curativo que dá em árvore”, além da credencial para a Milset Brasil 2026, em Fortaleza. Eduardo Silva alcançou o 3º lugar geral no FIciências Júnior, com o projeto “Efeito da aplicação de diferentes extratos vegetais no controle da buva (Conyza spp.) em condições in vitro”.
Texto escrito pela jornalista Silvia Calciolari (contribuição de Victor Alves – Unioeste)

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