Nos dias 29 e 30 de novembro, uma programação especial marca as quatro décadas do museu de ciências da UEM
Este ano, o Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), completa 40 anos de atividades, com uma história feita por pessoas que amam a ciência e acreditam no seu poder transformador.
Com uma programação especial, a comunidade acadêmica e população em geral estão convidadas para participar desta comemoração, que prevê encontro de antigos e atuais monitores, oficinas e espetáculos de música, com o Grupo Abaecatu, e de teatro com a encenação do ‘Auto da Barca do Fisco”.
Com mais de 30 projetos de extensão em andamento na atualidade, o MUDI é muito mais que um museu universitário de ciências aberto ao público. É um espaço de pesquisa, ensino e extensão, mas também de formação e capacitação nas mais diversas temáticas, por meio de parcerias com órgãos públicos municipais, estaduais e federais, além de empresários e Terceiro Setor.
Histórias entrelaçadas
Tudo começou em 1985, quando foi reunido em um único espaço os pequenos acervos de vários departamentos pulverizados pelo campus, dando origem ao Centro Interdisciplinar de Ciências (CIC), um projeto de extensão que, só em 2005, foi rebatizado de Museu Dinâmico Interdisciplinar.
O professor de Ciências Morfológicas da UEM, Celso Ivam Conegero, foi monitor ainda na graduação em Biologia e, hoje, é coordenador do museu. “A minha história se confunde com a história do MUDI, começando em 1988, quando fui visitar o CIC como estagiário na disciplina Anatomia Humana”, relembra.
Há quase quatro décadas após esse primeiro contato, Conegero, hoje, se desdobra para consolidar o espaço para a divulgação e popularização da ciência. Ele coordena vários projetos como o que combate e conscientiza sobre os riscos do Tabagismo e o das Práticas Integrativas, além de se desdobrar para consolidar a ampliação do espaço do Mudi com a construção de um auditório e um lavandário.
“Agora, sinto uma imensa alegria ver tudo isso acontecendo, especialmente no final de uma carreira com mais de 35 anos de dedicação à universidade e ao Museu”, expressa.

Ciência e comunidade
Diferente dos museus tradicionais onde se guardam, conservam e exibem coleções de objetos de interesse artístico, cultural, científico, histórico, os museus universitários de ciências trazem em sua essência o dinamismo e a diversidade. O objetivo é levar o conhecimento produzido na universidade para a comunidade em geral, fazendo com que a população tenha acesso a esse universo, numa troca de saberes mútua.
O MUDI traz esses princípios no nome. Dinâmico porque está sempre atualizando seus acervos, por meio de exposições temporárias, de acordo com os projetos desenvolvidos na universidade e os interesses da população; e Interdisciplinar, porque reúne uma gama de temáticas e áreas do conhecimento que envolvem o mundo da ciência, sempre apresentada de forma atrativa, lúdica e inteligível. Assim, o visitante, seja por agendamento ou espontâneo, encontra sempre ‘novidades’ no Museu.
Para chegar nesse modelo, a equipe de gestão do MUDI abre diversas frentes e conta com apoios importantes como dos integrantes da Associação dos Amigos do MUDI (Amudi). Ao longo do tempo, parcerias de primeira hora se engajaram na busca de recursos e apoio para as iniciativas que visam ampliar e melhorar a disponibilidade de acervos, infraestrutura, prospectar novos apoiadores e projetar o MUDI.

Para a professora do Departamento de Ciências Morfológicas da UEM, Débora de Mello Sant’Ana, “a integração dos acervos num único espaço faz com que a experiência de quem visita o MUDI seja mais completa, graças à interdisciplinaridade”. Sua relação com o espaço começou em 1991, também como monitora, e hoje atua como coordenadora de alguns projetos e é integrante da equipe de gestão do museu.
“Nosso objetivo é formar cidadãos, pessoas que tenham sensibilidade para o território onde se está, estuda e vive, mas também que tenham a percepção do potencial de transformação social que cada um de nós tem”, destaca.

Atualmente, Débora é articuladora do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação, o NAPI Paraná Faz Ciência, que organiza a Rede de Museus de Ciências e da Rede de Museus e Centro de Memórias Universitários do Estado do Paraná. Por meio do projeto Muditinerante, são realizadas exposições em diversos eventos externos e cidades.
Durante o evento Paraná Faz Ciência 2025, realizado em Guarapuava em outubro, o Mudi participou do II Encontro Paranaense de Museus e Centros de Documentação Universitários, sendo a sede da primeira edição ocorrida em 2024, além de ter um estande na !! Mostra de Museus e Centros de Documentação Universitários. Além da ABCMC, o MUDI integra ainda a Rede de Museus, Centros de Memória, Documentação e Acervos Universitários do Estado do Paraná (Remup).
A equipe de comunicação, coordenada pela jornalista Ana Paula Machado Velho, está preparando conteúdos especiais para comemorar os 40 anos do MUDI. Siga as redes sociais do MUDI no Instagram e Facebook para ficar por dentro da programação e muito mais informações e curiosidades.
Texto escrito pela jornalista Silvia Calciolari




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