Domingo de portas abertas no Museu reuniu famílias, estudantes e comunidade para entender funcionamento do corpo humano por meio de peças reais e linguagem acessível
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Na tarde do domingo, 30 de agosto, o Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), promoveu ação científica sobre o corpo humano com peças anatômicas verdadeiras. E atraiu visitantes pelos conteúdos de anatomia divulgados previamente por vídeos feitos pelos estudantes.
A atividade faz parte da extensão curricularizada da disciplina de “Anatomia Humana: o corpo no contexto ambiental, profissional e social”, ofertada ao curso pelo Departamento de Ciências Morfológicas. Os estudantes do primeiro ano de Enfermagem da UEM apresentaram ao público sobre os seguintes sistemas: Sistema Nervoso, Sistema Muscular, Sistema Articular, Sistema Ósseo e sistema circulatório.
Organizado pelo professor de Anatomia, Marcílio Hubner de Miranda Neto, do Departamento de Ciências Morfológicas da UEM e curador do Mudi, a ação garantiu um dia diferenciado no Mudi: além do acesso às exposições habituais, os visitantes exploraram materiais anatômicos reais, comumente restritos apenas às aulas práticas de graduação em Anatomia Humana.
A dinâmica de avaliação da disciplina é estruturada para contemplar atividades práticas e de extensão ao longo do terceiro e quarto bimestres. Precedendo esta atividade os alunos estudaram os referidos conteúdos durante o primeiro semestre letivo, tiveram aulas teóricas e práticas com os professores Marcílio Hubner e Celso Conegero.
“Eles apresentaram seminários teórico-práticos nos quais foram avaliados pelos colegas de turma e pelos docentes, fizeram prova e de acordo com as médias obtidas puderam optar por atuar como ministrante de oficina para estudantes de todos os níveis e comunidade em geral e/ou atuar no Mudi interagindo diretamente com os visitantes”, explica Marcílio.
Maria Fernanda e Daniela, calouras que integraram a iniciativa, apresentaram peças anatômicas no laboratório da química do Museu. “Eu acho que é uma oportunidade que a gente tem de colocar o conhecimento que a Universidade traz pra gente como retorno pra sociedade, porque querendo ou não, eles financiam estarmos aqui. Então, é um retorno que a gente pode dar pra sociedade de uma forma de trazer conhecimento e informação também”, explica Maria.
Os acadêmicos foram divididos em grupos, onde puderam explicar sobre as articulações, mostrando em peças anatômicas das principais partes do nosso corpo, e falando sobre os movimentos de cada músculo, especialmente aqueles dos membros inferior e superior.
Sua parceira de bancada, Daniela, destacou a adaptação da linguagem e no contato direto com o público: “aqui a gente tem a oportunidade de falar com a comunidade e mostrar que a universidade realmente gera conhecimento científico e a gente tá formando profissionais que um dia pode ser que vão atender eles nos hospitais, nas UBS. É bem diferente a gente tá ali na sala explicando os nomes de cada coisa e aqui que a gente tem que adaptar a linguagem para poder mostrar coisas que se relacionam com o dia a dia deles.”

Os visitantes, além dos conhecimentos anatômicos, curtiram os outros ambientes do Mudi, como os jogos interativos da Matemativa, a Ludoteca de Física, o espaço dos Biomas e a exposiççao sobre a História da Terrra.
A mãe de uma das acadêmicas avaliadas destacou como a segurança da filha ao apresentar o conteúdo tornou a experiência muito mais fluida e natural: “Eu gostei porque ela não estava segurando nenhuma anotação, foi bem espontâneo, apresentou… Gostei da explicação dela.”
Outra, apontou que a linguagem simples e didática foi justamente o diferencial apontado por quem não tem familiaridade com a ciência. “Achei muito interessante que eles estão fazendo uma apresentação mais clara para o público, porque eu não sou da área da saúde e também não gosto muito dessa parte. Mas achei bem interessante ver as peças. Tem um coração lá com as veias douradinhas, que colocaram supermercúrio. Ficou lindo.”
A peça em questão era um coração, e possui uma técnica usada por pesquisadores para facilitar a observação e o estudo de esqueletos e tecidos, onde as artérias coronadas foram injetadas com mercúrio e o coração foi diafanizado para que os tecidos ficassem transparentes e pudessem se evidenciar as artérias e seus ramos.
Traduzindo termos complexos em conversas e explicações acessíveis, a didática dos alunos e o domínio do conteúdo semearam além de curiosidade para os visitantes do Museu, mas também conscientização e conhecimento científico.
Texto escrito pelo bolsista Guilherme Nascimento dos Santos, sob a supervisão da jornalista Ana Paula Machado Velho












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