Muditinerante amplia o acesso à ciência em visita à escola

Ação no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Sarandi, ensina e encanta estudantes

O Muditinerante, projeto de extensão do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), promoveu uma ação no Colégio Estadual Olavo Bilac em Sarandi, cidade vizinha a Maringá, para levar o universo da ciência e aproximar crianças e jovens da interdisciplinaridade do Mudi.

A participação de estudantes em atividades fora do Museu, em que se leva parte do acervo até outros espaços, amplia o interesse dos jovens pela universidade, já que proporciona experiências práticas que tornam o aprendizado mais envolvente e próximo da realidade, além de conter conceitos vistos em sala de aula. A presença do projeto na escola foi recebida com entusiasmo pela comunidade escolar, que reconhece o impacto de iniciativas que aproximam os estudantes de novas formas de aprender. 

Para a diretora do colégio, professora Enilda Dezorzi Bordin, a ação representa uma oportunidade significativa para ampliar horizontes dentro do ambiente educacional. “Hoje é um momento muito especial para a nossa escola. Estamos recebendo um projeto da Universidade Estadual de Maringá que traz uma forma diferente de aprender. É uma oportunidade para que nossos alunos aprendam de forma mais dinâmica, divertida, tendo contato com coisas que fogem do cotidiano”, destaca. Segundo ela, experiências como essa enriquecem o processo educativo e contribuem diretamente para o desenvolvimento dos estudantes.

Durante a itinerância, foram organizadas quatro salas, cada uma com uma proposta: experimentos de Física, o projeto Matemativa, peças anatômicas e o espaço da educação ambiental, com a Zoologia junto do espaço para a Logística Reversa. Monitores do Mudi/UEM estavam disponíveis nessas salas para explicar e tirar dúvidas, junto com a coordenadora de projetos do Muditinerante, professora Ana Paula Vidotti, que ministrou a exposição na sala da Anatomia.

Na sala de Física, os estudantes participaram de diferentes atividades interativas que aproximaram conceitos científicos da prática. Entre elas estavam a montanha-russa experimental, que demonstra como funcionam a energia cinética, energia potencial e a atuação do atrito ao longo do percurso. Outra atração foi o cone antigravitacional, que cria uma ilusão de ótica ao dar a impressão de que um objeto se move contra a gravidade.

Outra atividade que atraiu a atenção foi o robô que mostra a resposta de certas questões de Matemática e o micro:bit, com demonstração de envio de sinal entre dispositivos. Em ambiente, com órgãos como coração de porco, fígado e coração humano com doença de Chagas, também deixou os estudantes admirados.

Laura, aluna do 6º ano, destaca a importância do aprendizado de forma prática e dinâmica. “Eu amei muito a experiência. Foi a primeira vez que vi tudo assim, de perto. Na escola a gente vê no livro, mas aqui eu consegui ver de verdade. Eu quero que volte mais vezes”, enfatizou.

No espaço do Matemativa, projeto de extensão do Departamento de Matemática da UEM, e que também está presente num único ambiente no Mudi, tinha algumas opções de interações como Cubos Mágicos, Jogo da Velha 3D, Jogo da Velha Alemão, jogo Soma 8, Teorema de Pitágoras, Torre de Hanói, Pirâmide de Bolinhas, Blocos Deslizantes e o Cubo de Piet.

Ciência fora do museu

Maria José Pastre, pós-doutoranda do NAPI Paraná Faz Ciência e professora do Ensino Fundamental e Médio no colégio, foi quem deu o pontapé na iniciativa, já que a realidade de muitos dos alunos impede ir a Maringá e conhecer uma universidade. “Levar o Mudi até eles é uma forma de aproximar esse universo e plantar uma sementinha de conhecimento. Poder tocar, interagir e ver de perto peças, que antes estavam só nos livros, fez toda a diferença. Foi um dia que mostrou que todo o esforço valeu a pena.”

A experiência da presença do museu de ciências no colégio foi marcante ao aproximar os estudantes de um aprendizado mais concreto e sensorial. Esse contato direto evidencia que iniciativas como essa fazem a diferença no processo educativo e mostra, na prática, que todo o esforço envolvido em levar a ciência até os alunos realmente vale a pena.

Assim, como reitera Maria, “ao ver os olhinhos brilhando e o entusiasmo das crianças com as apresentações foi emocionante”. E é por esse motivo que o Muditinerante cumpre a missão de levar a ciência para além dos muros da universidade.

Imagens e texto do bolsista do NAPI Paraná Faz Ciência, Guilherme Nascimento dos Santos, sob supervisão de Silvia Calciolari

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