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Ciência, cultura e saúde marcam participação do Mudi na Expoingá 2026

Com mais de mil atendimentos realizados, o Museu Dinâmico Interdisciplinar da Universidade Estadual de Maringá (Mudi/UEM) encerrou a participação no evento destacando parte do acervo, práticas integrativas e divulgação científica 

Neste ano, o Mudi levou à Expoingá a proposta “A conexão da cultura oceânica com o agro”, tema que articulou sustentabilidade, educação científica e conscientização ambiental. Além das atividades já tradicionais, a edição de 2026 contou com novidades que ampliaram ainda mais a experiência do público.

Entre os destaques da programação, esteve a parceria com os Clubes de Ciência do NAPI Paraná Faz Ciência, iniciativa que trouxe novas atividades ao pavilhão e fortaleceu o diálogo entre educação e ciência. Outra novidade foi a exposição da Coleção Entomológica Yoko Terada, apresentada pela primeira vez durante a feira.

O projeto de Práticas Integrativas Complementares na Saúde (PICS) também ganhou protagonismo nesta edição, atraindo grande participação do público ao longo dos dias de evento. Os atendimentos realizados no espaço reforçaram o compromisso do Mudi com ações voltadas ao bem-estar e à aproximação com a comunidade.

Segundo o diretor do Mudi, Celso Ivam Conegero, a participação foi considerada um sucesso. “A participação do Mudi, como sempre, foi um sucesso e muito expressiva”, afirma.

Ele também ressalta a relevância da parceria entre o MUDI e a Sociedade Rural de Maringá, considerada estratégica para ampliar o alcance das ações desenvolvidas pelo museu. “A Expoingá representa o principal evento de extensão relacionado à itinerância realizado pelo museu e, em termos quantitativos e de visibilidade, a Expoingá bate todos os recordes”, destaca Celso. 

A forte atuação itinerante do MUDI, segundo ele, é um dos fatores que consolidam a instituição entre os museus com maior número de atendimentos no Brasil. “É o que nos caracteriza e nos consolida como sendo um dos 10 museus com maior número de atendimento no Brasil e, no Paraná, nós somos o mais visitado”, afirma.

O professor Marcílio Hubner de Miranda Neto, curador da exposição que ocupou cerca de um terço do Pavilhão Marrom, relata que o tema da cultura oceânica e das questões climáticas foi uma solicitação da própria Sociedade Rural. “Com o acervo selecionado e o tema, conseguimos mostrar duas coisas centrais: o Mudi, enquanto espaço interdisciplinar, e a Universidade, como algo ainda mais complexo. Além disso, outros experimentos também foram essenciais para o envolvimento do público”, afirma Marcílio.

Para a coordenadora do Mudi Itinerante, Ana Paula Vidotti, a participação na Expoingá reforça a importância das ações itinerantes desenvolvidas pelo museu. Segundo ela, levar as exposições para além do espaço físico da universidade permite ampliar o alcance das atividades e aproximar a ciência de diferentes públicos. “Toda vez que a gente sai da nossa zona de conforto e chega até a comunidade, conseguimos atingir um número maior de pessoas. Com a temática voltada à conexão entre os oceanos, o agro e a vida, a programação foi pensada para estimular a interação dos visitantes com as exposições e promover experiências educativas de forma acessível e participativa”, destaca.

Com o encerramento da Expoingá 2026, o MUDI reafirma sua missão de democratizar o acesso ao conhecimento científico. Com destaque para sua itinerância, o museu continua levando experiências educativas que unem universidade e sociedade para diferentes espaços. 

Texto redigido pelo bolsista do NAPI Paraná Faz Ciência, Guilherme Souza, sob a supervisão da jornalista Ana Paula Machado Velho.

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