Parceria com Programa de Pós-Graduação em Biologia Comparada expande projeto de itinerância do Museu
Em 27 de maio é comemorado o Dia Nacional da Mata Atlântica. E como parte da celebração da data, o Museu Dinâmico Interdisciplinar da Universidade Estadual de Maringá (Mudi/UEM), junto com o Programa de Pós-Graduação em Biologia Comparada (PGB/UEM), realizou mais uma edição do projeto Muditinerante. Desta vez foi na Escola Estadual Heitor De Alencar Furtado, na cidade de Paiçandu.
A atividade surgiu como parte da extensão do projeto de doutorado de Vinícius Guizellini, que também já foi, por longos anos, monitor no Mudi. Seu estudo trabalha com mudas nativas de árvores frutíferas da Mata Atlântica.
A ideia inicial era realizar apenas o plantio dessas mudas em uma escola, mas a proposta foi ampliada para a realização de um evento científico que abordasse a temática da Mata Atlântica de forma mais abrangente, aproximando os estudantes de diferentes áreas do conhecimento.
Ana Paula Vidotti, coordenadora do projeto de extensão Muditinerante, sempre reforça a grande oportunidade de compartilhar conhecimento que a iniciativa promove. “Em cada itinerância, a gente pode perceber nos olhos das crianças o encantamento com a ciência, mostrando que a universidade e a ciência também são para elas”, enfatiza a coordenadora.
A ação reuniu oficinas interdisciplinares relacionadas ao bioma, e contou com a participação de estudantes e pesquisadores de diferentes áreas da Biologia, como zoologia, Botânica, Ecologia, Genética e evolução, além de ambientes do museu que dialogavam com o tema.
“O evento foi bom para conciliar o Muditinerante com a questão da logística, organização e experiência de pessoas da pós-graduação. Conseguimos fazer 12 oficinas, o que é muita coisa. Foi preciso rotacionar para que todas as turmas conseguissem assistir todas as ação. Então, foi um saldo bem positivo”, destaca Guizellini.
A temática da Mata Atlântica é muito importante de ser lembrada, e o Muditinerante leva à conscientização ambiental na região. Afinal, levar cada vez mais à população o saber e a importância da floresta em pé e da biodiversidade que temos se torna extremamente necessária.
A ação também teve um papel na formação dos pós-graduandos envolvidos. Muitos dos participantes desenvolvem pesquisas relacionadas ao bioma, abordando temas como conservação ambiental, ecologia e biodiversidade.
Para a proposta funcionar, Guizellini contou com a ajuda de Aline Cristina, que trabalha como coordenadora na escola em que foi realizada.
A coordenadora destaca que o envolvimento de toda a equipe pedagógica foi fundamental para o sucesso das atividades. Segundo ela, houve uma forte colaboração entre os professores, que participaram das oficinas, acompanharam os alunos durante as ações e incentivaram o engajamento dos estudantes em cada etapa da programação.
O apoio da diretora da escola, Isabel Christina dos Reis e da vice-diretora Bruna D. F. Vidoti transmitiram para professores e funcionários o engajamento necessário para tudo acontecer. “O impacto, eu diria que foi absurdo, tanto nas crianças, quanto nos professores e funcionários. Muitas delas, nunca tinham tido contato com absolutamente nada do que elas viram aqui no dia do evento”, enfatiza Aline.
300 adolescentes no total passaram pelas oficinas no dia 26 de maio. E apesar da apreensão que muitos tinham para o grande dia da ação, a avaliação final foi de um dia muito produtivo e bem melhor do que o esperado.

Apesar da apreensão que estudantes e professores tinham para o grande dia da ação, a avaliação final dá conta que foi um dia muito produtivo e melhor do que o esperado.
Aline ressalta ainda que, fazer extensão é muito difícil, porque trazer para a comunidade aquilo que é produzido dentro da universidade não é fácil. “E fazer isso de uma forma tão gostosa, tão leve, tão produtiva, do jeito que foi feito aqui na escola, eu acho que fez uma total diferença”, destaca.
Entre o retorno recebido de alguns docentes, destaca-se que as atividades despertaram interesse pela continuidade dos estudos e pela pós-graduação.
“O Muditinerante tem a preocupação de alinhar as ações de acordo com a temática solicitada”, explica Ana Paula. Para ela, o destaque do programa de pós-graduação, que está em constante crescimento na sua área da CAPES, reforça o compromisso com a formação dos pós-graduandos.
Para o Mudi, esse trânsito entre os mediadores da graduação e pós-graduação consolida os objetivos das ações de educação não formal, divulgação e popularização da ciência, além da comunicação científica.
Texto e imagens do bolsista do NAPI Paraná Faz Ciência, Guilherme Nascimento dos Santos, sob supervisão de Silvia Calciolari























Deixe um comentário