MUDI/UEM promove interação com a ciência no Cianorte Festival

Chegamos com uma experiência imersiva que conecta ciência, cultura oceânica e sustentabilidade

Pela primeira vez, o Museu Dinâmico Interdisciplinar da Universidade Estadual de Maringá (MUDI/UEM) participa do Cianorte Festival, entre os dias 22 a 26 de julho, celebrando o aniversário de 73 anos da cidade.

O evento é o 1º Festival de Carbono Neutro do Paraná com a temática da Década dos Oceanos (2021 a 2030), da Organização das Nações Unidas. Em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de Cianorte, o Mudi leva na itinerância a exposição ‘Continentes de lixo: ciência, consumo e impacto ambiental’.

A proposta original da exposição foi idealizada pelo professor Marcílio Hubner, curador do Mudi, e já esteve presente em outros grandes eventos promovidos pelo Museu. Para esta edição do Cianorte Festival, João Kuller, bolsista do Museu, ficou responsável por reinterpretar e conectar com a temática do evento.

Por meio de exposições e atividades educativas, o Museu promove a aproximação entre o conhecimento científico e a realidade da população, incentivando reflexões sobre práticas sustentáveis, inovação e enfrentamento das mudanças climáticas.

Entre uma das pessoas que participaram da montagem dos espaços expositivos está Mario William, bolsista do Mudi há cerca de um ano e meio. Ao longo desse período, ele participou de praticamente todas as exposições realizadas pelo Museu, acumulando experiências que vão desde o planejamento do espaço até a mediação com o público.

“É possível desenvolver habilidades que em nenhum outro projeto teríamos essa capacidade. É uma sensação de serviço concluído. Fica muito gratificante quando as pessoas chegam, elogiam o espaço e dizem que aprenderam alguma coisa. Esse é, sem dúvida, o momento mais legal de todo o trabalho”, afirma Mario.

Mario William no Giroscópio Humano.

A Exposição

O espaço do Mudi propõe uma exposição imersiva na Cultura Oceânica, relacionando a Amazônia Azul e o Continente de lixo, além da exuberante Exposição de Conchas, que informa sobre a evolução ambiental e econômica relacionada as conchas. 

Já a mostra de Logística Reversa destaca iniciativas ligadas à economia circular, demonstrando como o descarte adequado de materiais pode contribuir para a redução dos impactos ambientais e para a construção de uma sociedade mais sustentável.

O projeto Tabagismo apresenta peças do acervo utilizadas em ações educativas sobre os prejuízos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos, abordando seus efeitos na saúde humana e no meio ambiente. 

Na sede do Museu, na UEM, há uma exposição permanente sobre essa temática, tornando o  Mudi o único museu do Brasil com um espaço dedicado ao enfrentamento do Tabagismo.

Espaço do projeto Anti-tabagismo.

Entre as atrações mais procuradas está o Giroscópio Humano, equipamento da área da Física que proporciona aos visitantes a sensação de ausência de gravidade e desperta a curiosidade sobre conceitos científicos.

Já o projeto Matemativa transforma a Matemática em uma experiência lúdica, reunindo experimentos e jogos que estimulam o raciocínio lógico, divertindo e tornando acessível o espaço para pessoas de todas as idades.

Espaço dos jogos interativos do projeto Matemativa.

Durante todo o festival, educadores, universitários, servidores e pós-graduandos atuam na mediação das atividades, promovendo ações educativas e interativas.

A experiência também permite avaliar como o público se relaciona com a exposição, contribuindo para o aprimoramento das atividades desenvolvidas pelo Museu.

“É muito legal ver como as pessoas interagem e o que elas sentem ao visitar a exposição. Também é um momento de análise para pensar futuras montagens, identificar acertos e pontos que podem ser aprimorados para entregar cada vez mais qualidade à comunidade”, destaca Kuller.

João Kuller e Ana Paula Vidotti, coordenadora do Muditinerante.

Para o coordenador do Museu, professor Celso Conegero, o trabalho desenvolvido pelo Mudi é contínuo e mira novos horizontes. “O nosso maior compromisso é fortalecer nossos projetos e transformar o Mudi em referência nacional cada vez mais forte”, finaliza. 

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Texto e imagens feitas pelo bolsista do NAPI Paraná Faz Ciência, Guilherme Nascimento dos Santos, sob supervisão de Silvia Calciolari

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