Um domingo especial no Mudi

Um dia com Itinerância no ‘Espaço + Saúde’, visitas de aproximadamente 300 escoteiros e mulheres da Atenção Primária à Saúde, de Itambé

O Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), da Universidade Estadual de Maringá (UEM) recebeu mais de 400 visitantes neste domingo, 26 de abril, entre visitas espontâneas e agendadas. Os trabalhos começaram com uma Itinerância no ‘Espaço + Saúde’, com os projetos de Tabagismo e Matemativa, mostrando uma atividade integrada entre saúde e educação. Na sequência, houve a recepção dos escoteiros. 

“Nós estamos desde às 6 horas da manhã trabalhando em função das atividades do MUDI. Foi um dia intenso, com ações acontecendo dentro e fora do museu”, destaca o professor da UEM, Celso Ivam Conegero, atual coordenador do Museu.

Foram aproximadamente 300 jovens, além dos chefes, que passaram pelo museu ao longo do dia. O Mudi serviu como local de suporte para os escoteiros usarem banheiros e terem acesso à água ao longo do dia.

Os monitores também atenderam mulheres que estão fazendo tratamento de fibromialgia, em Itambé. Ao todo, 76 pessoas vieram conhecer o Museu neste domingo, sendo essas, visitas espontâneas. O Mudi está, a cada dia, ganhando mais visibilidade, e isso se reflete nesse número de visitantes.

Monitores juntos antes da visita dos escoteiros ao Mudi (Foto/Mudi)

Conegero enfatiza que esse é um movimento muito positivo, resultado que só é possível graças à grande equipe de mediadores que o Museu possui e que dá suporte a todas essas atividades com muita dedicação. “Hoje conseguimos realizar ações como essa também por conta do apoio da administração da Universidade, que ampliou o número de monitores e possibilitou que o Mudi dobrasse sua capacidade ainda mais”, completa.

Mudi no ‘Espaço + Saúde’

Realizada pela Prefeitura de Maringá, houve mais uma edição do ‘Espaço + Saúde’, que faz parte do Programa Maringá Saudável e ‘Maringá + Cidadania’, realizada na Unidade Básica de Saúde (UBS) Cidade Alta. A ação continha diversos espaços e o Mudi integrou o evento levando o projeto Matemativa e a conscientização do combate ao Tabagismo.

Raul Mota, graduando do curso de Psicologia na UEM, foi um dos monitores do Mudi que esteve presente na ação e se mostrou contente ao ver crianças e adolescentes interagirem em nossos espaços e ficarem impactados. “Foi um momento importante de conscientização e é muito legal ter esse contato direto com o público e poder compartilhar o conhecimento científico de forma acessível”, destaca Mota.

Beatriz Bombachini, Maria Clara e Raul Mota durante conscientização sobre o Tabagismo no ‘Espaço + Saúde’ (Foto/Mudi)

No espaço do Tabagismo foi possível conversar com muita gente e até pessoas interessadas em buscar ajuda, isso mostra como esse tipo de ação faz diferença. Assim como o Museu amplia o diálogo com diferentes públicos e essas ações contribuem para tornar o conhecimento científico mais acessível, com muita descoberta, curiosidade e formação de moradores da cidade, o Muditinerante torna a ciência acessível para diferentes públicos.

Já o ambiente da Matemativa, que possui propósito de tornar a Matemática mais próxima e acessível ao público e coordenado pelo professor Eduardo de Amorim Neves, do Departamento de Matemática da UEM, levou jogos para ensinar a ciência dos números utilizando abordagens lúdicas e didáticas.

A ação itinerante conseguiu atingir diversas pessoas, que muitas vezes não conhecem o Mudi e muitas delas demonstraram, inclusive, interesse em visitar a sede. Os jogos e as peças que foram levadas despertavam surpresa e interesse em entender mais.

“Conversar com as crianças foi muito importante, porque elas levam esse conhecimento para casa e ajudam a multiplicar essa conscientização,” comenta Beatriz Bombachini, do curso de Enfermagem e monitora do Mudi.

Escoteiros

O 32º Jogos da Fraternidade 2026 no Paraná – Região Norte, aconteceu em Maringá, na Universidade Estadual de Maringá (UEM) e reuniu escoteiros de várias cidades, além da cidade-sede, Londrina, Rolândia e Carlópolis. O dia de domingo foi um grande momento de integração entre os escoteiros com o tema ‘Fraternidade sem Fronteiras – Cinco Continentes, Um Só Lenço’.

Como um museu de ciências, o Mudi se caracteriza pela interdisciplinaridade, o que se faz muito importante para a formação dos escoteiros. E em nossa sede eles entraram em contato com diferentes áreas do conhecimento científico de forma prática e acessível.

“Trazer os escoteiros de toda a região Norte do Paraná para o Museu, permitiu que jovens de diferentes cidades tivessem acesso a um espaço como esse, que muitas vezes não existe em seus municípios”, enfatizou Ivan Quartaroli, chefe escoteiro do grupo.

Para ele, “as atividades escoteiras sempre têm um objetivo educativo. Não são apenas jogos. Cada dinâmica contribui para o desenvolvimento do intelecto, da sociabilidade e do caráter dos jovens. Para nós, foi uma satisfação dupla realizar essa atividade aqui. Além do espaço aberto, a UEM nos ofereceu toda a estrutura necessária e o Mudi já é um lugar que muitos grupos conhecem e valorizam”.

O escotismo é um trabalho voluntário, feito com dedicação e sempre pensado para o desenvolvimento dos jovens a partir de experiências que eles vão levar para a vida. Vieram integrantes de diversas faixas etárias, chamadas de ‘ramos’, que são formas de reunir os membros conforme sua faixa etária e fase de desenvolvimento: lobinho (de 6,5 aos 10 anos), escoteiro (11 aos 14 anos), sênior (15 aos 17 anos) e pioneiros (18 aos 21 anos). 

“Independente da idade, um Museu de Ciências sempre tem algo para ensinar. Ele desperta curiosidades que podem, inclusive, influenciar escolhas futuras, como uma carreira ou interesse por pesquisa. A criança precisa ser curiosa e quanto mais coisas ela vê e vivencia, mais vontade tem de aprender”, declara Gabriela Fleury Seixas, chefe escoteira.

Além da visita ao Mudi, na parte da tarde, eles realizaram atividades ao longo do dia, atividades essas que possuem propósitos, como a ideia de desenvolver autonomia, responsabilidade e o senso de coletividade. “A ideia de trazê-los ao Mudi amplia muito o repertório desses jovens, além de ser um contato direto com o conhecimento científico, são experiências que muitas vezes eles não possuem em outros locais”, avalia Gabriela.

Práticas Integrativas

Paralelo aos atendimento aos escoteiros, aconteceu no domingo a visita de um grupo de pessoas com fibromialgia, participantes do Programa Atenção Primária à Saúde, de Itambé, como parte de um trabalho realizado que envolve orientação nutricional e atividade física.

A parceria com o Mudi e com o professor Celso Ivam Conegero, fez com que acontecesse essa integração de ações de saúde com as atividades de Práticas Integrativas desenvolvidas no Museu. A Dança Circular, Aromaterapia e o Escalda-pés foram momentos de relaxamento, integração e troca entre os participantes.

Clodoaldo Pentaneace, professor do curso de Odontologia da UEM, acompanhou o grupo e destacou a experiência muito positiva: “Iniciativas como esta mostram como o Mudi também pode ser um espaço de promoção de saúde e bem-estar, além da divulgação científica. Foi um momento de reflexão e de cuidado, que vai além da visita ao museu”, salientou o professor.

Pentaneace já havia participado do III Simpósio Capacitação sobre o Cigarro Eletrônico, promovido pelo Mudi, AMUDI  e ACT, realizado na última sexta-feira, 24, no auditório Ney Marques no campus sede da Universidade Estadual de Maringá (UEM), e conhecia o trabalho desenvolvido de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS).

Impacto no próprio Mudi

O Mudi representa muito mais do que um espaço físico, onde se planta sementes que vão gerar frutos, perpetuando o conhecimento e a ciência na sociedade. E o impacto vai além ao gerar experiências positivas nos monitores, que se empenham todos os dias e ajudam a fazer o Museu funcionar. Neste domingo, 26 de abril, com diversas atividades acontecendo desde cedo, o comprometimento de todos é algo que emociona e mostra a importância do que está sendo construído aqui.

“Muitos de nós começamos como monitores e hoje estamos aqui. Isso mostra como o Mudi também forma pessoas, não só divulga ciência”, aponta a coordenadora de projetos do Mudi, Ana Paula Vidotti.

Texto e imagens do bolsista do NAPI Paraná Faz Ciência, Guilherme Nascimento dos Santos, sob supervisão de Silvia Calciolari

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